Se perder por si só já é ruim, imagine vencer por 3x2 e mesmo assim o resultado não ser satisfatório?
Nós alvirrubros sentimos isso na pele e na alma. Doeu, e durante a semana será um fardo a carregar pelo torcedor. Mas o que realmente dói nessa situação toda? Perder a chance de desclassificar com as próprias mãos aquele que nos ameaça o hexa? Ser desclassificado pelo 4º colocado? Ser desclassificado pelo nosso maior rival ou ser desclassificado pelo time que menos mereceu estar na final de todos os 4 primeiros colocados? Na verdade, todas essas perguntas respondem um pouco dos motivos pelo qual o torcedor do Náutico não aceita de maneira alguma essa desclassificação. No entanto, faltou muita coisa de nossa equipe em relação à temporada, tanto hoje, quanto a um tempinho atrás. Mais precisamente desde a derrota para a Porto em Caruaru. A equipe foi caindo vertiginosamente e sem muitos motivos, pois, salários pagos, prêmios, clima, estrutura, chance... entre outras vantagens foram correspondidas, mas não vamos dizer que essas coisas não passam mais do que obrigação do clube se de fato são, porém, a cobrança é algo de práxis para o torcedor que vê tudo certinho e não tem resultado.
Jogamos bem melhor que a equipe adversária, principalmente porque precisávamos do resultado. E isso era esperado por todos, pois Roberto Fernandes tinha em mãos, uma equipe forte e agressiva do meio pra frente. Conseguimos o primeiro gol com um volume grandessíssimo de jogo, o gol logo seria uma conseqüência naquele instante. Mas o nervosismo era visto das arquibancadas por parte dos defensores da equipe timbu, muitas faltas no canto do campo, na intermediária provavam que a defesa não estava psicologicamente estável. E numa dessas faltas o Sport teve a oportunidade de fazer o gol, e fez. Numa falha individual do volante que jogava de lateral Derley, se descuidou e o lateral esquerdo acionado cruzou pra Carlinhos bala fazer o gol. Tudo que o Náutico não precisava era levar qualquer gol sequer. O segundo tempo foi basicamente o mesmo, náutico com volume de jogo gritante pela sua necessidade de resultado, mas do outro um time inteligente e sortudo se assim podemos dizer virou o jogo numa falha grotesca daquele que é o melhor goleiro que o Náutico tem no atual momento, Gledson. Uma falha imperdoável para um profissional de futebol, mas acontece, não sei como explicar, ninguém sabe, mas infelizmente acontece. Torcedores abandonavam os aflitos, e talvez não viram uma revirada muito briosa do Náutico, como eu disse antes, a equipe foi melhor em campo e pelo menos essa peteca não deixou cair. Mas a vitória de 3x2 não foi suficiente para nos classificarmos na final.
Essa desclassificação nos deixa uma grande lição: ser time grande, é ter notoriedade e seriedade no trabalho o tempo todo e não quando estamos ameaçados de nossos triunfos, principalmente porque o hexacampeonato conquistado pelo Náutico já passou e faz muito tempo que passou. É hora de pensarmos em título futuros, títulos expressivos, precisamos de desenvolvimento, de pensamento além e não aquém daquilo que um time grande merece. Se o Sport merecer ser campeão, será. Se o Santa for, o mesmo. Perderemos de toda forma, não sou estou triste porque posso perder o hexa, estou triste
porque eu poderia ser campão pernambucano 22 vezes.
Por:Caio Cézar de A. Nunes
Por:Caio Cézar de A. Nunes
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