Brigas políticas e divergências ideológicas à parte, os três
pré-candidatos à presidência do Náutico para o próximo biênio têm um
desejo em comum: manter o cargo de treinador da equipe nas mãos de
Waldemar Lemos. Questionado pela torcida e pelas principais lideranças
do clube quando chegou, o técnico hoje é unanimidade. Nada, todavia, que
o faço subir ao pedestal. Sempre humilde, o pilar do acesso alvirrubro
também já sinalizou o desejo de permanecer na Rosa e Silva. Se todos
querem e Waldemar também, o que falta para o comandante ficar para 2012?
No
caso da reeleição de Berillo Júnior, nada. A ligação da política com o
futebol nos clubes pernambucanos é intensa, de forma que a manutenção do
treinador deve, inclusive, ser utilizada como argumento de Berillo no
pleito para conquistar adeptos. A recíproca, aparentemente, é
verdadeira. Não foram raros os momentos em que o comandante teceu
elogios ao desempenho do presidente frente ao executivo do clube.
As
partes, inclusive, já têm uma data para começar a tratar da renovação.
“Por um pedido dele (Waldemar), só vamos começar a conversar quando o
time estiver 100% na Série A. Mas ele quer ficar e nós queremos renovar.
Além disso, Waldemar está muito feliz em Pernambuco, no Náutico e a
relação com a diretoria é ótima”, garantiu Berillo Júnior.
Na
hipótese de vitória de Toninho Monteiro ou Marcílio Sales, a pergunta
sobre o que falta para a permanência de Waldemar se torna mais complexa.
Dependerá muito da costura política, de como será conduzido o processo
de eleição e da habilidade de quem vencer. Nesse sentido, Monteiro leva
vantagem por ter feito parte da atual gestão. “Eu estava com ele quando
perdemos na estreia para a Portuguesa. Vi o que ele trabalhou com esse
grupo. Com certeza, vamos tentar mantê-la”, disse.
Pré-candidato
do Movimento Transparência Alvirrubra, Marcílio Sales também não
titubeou. E aproveitou o elogio para criticar o trabalho da atual
diretoria de futebol timbu nas contratações. “Em princípio, o queremos,
sim. Chegou do nada e conseguiu subir um time sem qualidade à Série A”,
afirmou.
Elogio e resposta
Waldemar Lemos
foi contratado para a disputa da Série B. De cara, recebeu uma dura
crítica de uma das principais lideranças do clube. O presidente do
Conselho Deliberativo, André Campos, deu a seguinte declaração de
“boas-vindas” ao treinador através do Twitter: “Waldemar Lemos é um
treinador fraco, mercenário e que nunca ganhou nada.” No dia em que o
Timbu praticamente sacramentou a acesso, André Campos escreveu na mesma
rede social. “Praticamente definida nossa volta a Primeira Divisão.
Parabéns ao plantel, à torcida, à diretoria e ao treinador Waldemar
Lemos.” Mesmo apontado como o principal vertente da vitoriosa campanha
do Náutico na competição, Waldemar não quis rebater às críticas que
recebeu ao longo da competição. “O desabafo foi ao longo do tempo que eu
estive aqui com o meu trabalho.”
Diário de Pernambuco/SuperEsportes