O jogo foi marcado por inúmeros cartões amarelos e erros de arbitragem.
Começamos
melhor, dominando o jogo e criando ótimas oportunidades. Pressionamos
por um bom tempo,mas não conseguimos fazer o gol. E, no futebol, quem
não faz leva. Nem que seja de forma irregular ou polêmica.
O
Náutico estava no ápice de uma jogada de contra ataque, com Eduardo
Ramos,Souza e Cascata, que, provavelmente terminaria na abertura do
placar, porém, Souza sofreu falta bem perto da linha de pênalti. Émerson
Sobral simplesmente marcou um impedimento, bastante duvidoso, pelo que a
transmissão mostrou.
Após esse lance, todos se revoltaram. Os
jogadores pararam e a comissão técnica junto com a torcida foram abaixo.
O único que não demonstrou nenhuma alteração foi Waldemar Lemos. Mas em
meio a tudo isso, o único que tomou proveito da situação foi o Santa
Cruz. Na confusão, armou um contra ataque, puxado por Carlinhos Bala,
que tocou para Caça Rato fazer 1x0.
Até acontecer o gol, o
Náutico estava melhor no jogo. E continuou melhor durante todo o
primeiro tempo. Aos 24 minutos, Cascata marcou o gol de empate. Tivemos
ainda outras boas oportunidades de virar o jogo, mas não aconteceu.
O
segundo tempo porém, foi diferente. O Náutico não dominou, pelo
contrário, foi dominado. O Santa aumentou a marcação, valorizou os
passes e as jogadas de contra-ataque. Parecia que estava jogando em
casa. O Náutico não conseguiu se encontrar. O lado direito que, no
primeiro tempo, estava em coma profundo, na etapa final morreu de vez.
Nosso time só buscava jogar pelo lado esquerdo. Resultado: 2º gol do
Santa merecidíssimo. Em mais uma jogada de contra-ataque, estavam 2
contra 2, esses dois do Santa eram Carlinhos Bala e Luciano Henrique.
Souza tentou derrubar o segundo, mas não obteve sucesso. Houve o
cruzamento rasteiro com destino para Bala, mas Elicarlos apareceu e
atencipou o gol, marcou contra.
Derley apesar de ter tido a raça
de sempre, e de, mais do que ninguém, sentir o peso da derrota nas
costas, não jogou um bom futebol. Queria de todas as formas resolver o
problema e mudar o jogo, o que resultou em várias tentativas frustadas
de ataque, chutes para longe, e até, tentativa de fazer gol de
bicicleta. Para alguns setores da nossa torcida, o desespero de Derley
foi(e é) louvável, mas para mim, não era o que o Náutico precisava
naquele momento.
Siloé foi vítima do isolamento, mais uma vez. O
garoto tem qualidade, bastante inclusive. Mas jogar sozinho não gera
evolução. Quando recebia a bola, girava para um lado, para o outro, mas
só tinha três opções: tocar para trás, perder a bola ou, por mais
absurdo que seja, tentar cruzamentos para a área, sendo ele mesmo o
único atacante.
Eduardo Ramos vem melhorando seu condicionamento a
cada jogo, correu mais e criou mais, participou da maioria das nossas
principais jogadas hoje, mas chegou num determinado tempo que cansou e
não apareceu mais. Já Cascata, além de ter a responsabilidade de criar,
também atua mais ofensivo que Eduardo Ramos, quase no ataque, fez o gol
de empate nosso, e forçou Thiago Cardoso a fazer algumas poucas
defesas. Mas tanto Eduardo, quanto Cascata, param na falta de um
atacante de referência lá na frente, o que prejudica de certa forma,
seus rendimentos dentro do campo. Colocam em dúvida suas reais funções.
Por serem, talvez, os jogadores de maior responsabilidade, o primeiro
com a 10, e o segundo com a 9, muitas vezes, recebem a culpa por algo
que nem sempre podem dar conta no restante do time. Ao mesmo tempo que
têm que criar, tem também que fazer gols, difícil.
Souza
novamente foi um dos destaques do time. Sofreu a falta polêmica no
primeiro tempo (que em seguida ocasionou no gol do Santa), sofreu o
pênalti e ele mesmo bateu para empatar o jogo aos 49 do Segundo Tempo.
Marcou e desarmou bem,e também, deu bons passes. As suas boas cobranças
de falta deram perigo ao Santa.
As entradas de Berger e Doriélton
não acrescentaram muito. Doriélton fez até graça, saiu duas vezes do
campo com a bola, e nos minutos finais recebeu uma bola na área, girou
nele mesmo e ultrapassou a linha que limita o campo novamente. Mas é o
que temos no banco. Fico apenas impressionado quando ouço que "o Náutico
está com o grupo fechado" ou "Estamos fazendo contratações de forma
criteriosa". Olha, não entendo que tipo de critérios são esses.
Waldemar
se manteve calmo e sem expressão durante quase o jogo todo. Sei que não
temos boas opções no banco, jogadores que entrem e mudem a história do
jogo por exemplo. Colocar um jogador da base num clássico já é difícil, e
ainda, colocar numa fogueira dessas é querer apenas queimá-lo. Mas já
que ele colocou Doriélton e Berger, poderia ter feito isso mais cedo.
Não que esses jogadores fossem fazer 2 gols e saíssemos com a vitória,
mas pelo menos, substituições mais cedo poderiam ter feito que mudasse a
POSTURA do nosso time, o modo de jogar, já seria um avanço. Talvez
tirar Derley e colocar sei lá, Philip por exemplo. Zé Teodoro no segundo
tempo, tirou o volante Anderson Pedra e colocou Luciano Henrique,
deixando o time mais ofensivo. Acho que faltou isso no Náutico,também. O
jogo estava 1x1, Zé não esperou que fizéssemos o 2º para mexer na
equipe.
Isso, porém, é questão de interpretação de cada um. A
gente como torcedor, depois do jogo, sempre fala: "ah se tivesse feito
isso seria diferente, se tivesse feito aquilo..." Mas o fato é que
empatamos em casa no sufoco e poderiamos ter perdido se não fosse o
pênalti no ultimo lance do jogo. Perdemos um clássico e empatamos outro.
Algo de errado existe, e é bom que seja solucionado logo, antes que
seja tarde.