É formado em Engenharia pela UFPE, mas preferiu abraçar a política. A luta por uma educação de qualidade no Brasil é a sua principal marca.
Deixou o Partido dos Trabalhadores (PT) e filiou-se ao PDT, partido que segue até hoje. Em 2010, foi reeleito Senador.
Cristovam também escreveu diversos livros e foi o criador de uma série de programas políticos para a população.
| Mensagem publicada por Cristóvam, em 2010, através do seu Twitter. |
"Nasci quase dentro do Náutico, em uma rua em frente ao estádio e ali cresci toda a minha vida até sair de Recife adulto, formado, casado. Convivia com os jogadores do time, que por ali viviam, conversavam.
Apesar de, em minha casa, meu pai e meu irmão serem Sport e minha mãe, Santa Cruz, fui Náutico desde criança. Tenho grandes lembranças de estar constantemente na sede, de assistir a jogos, de ver partidas de tênis – esporte que nunca joguei –, olhar a partida de bilhar dos mais velhos. Foi uma convivência muito boa.
Lembro-me bem de ver o Timbu tetracampeão em 1966. O Timbu chegou a ser hexa, mas o quarto campeonato seguido me deixou mais gratificado. Há dois piores momentos como torcedor: quando a sede pegou fogo, e da minha rua era possível observar o fumaça; outro foi mais recente: o jogo do Náutico contra o Grêmio a que assisti em um shopping de Brasília. E foi realmente uma grande injustiça com o Náutico. Ídolo mesmo para mim foi o Caiçara, uma grande beque esquerda, como se dizia na época.
Enfim, ser torcedor do Clube Náutico Capibaribe é sentir uma grande alegria ao ver a camisa vermelha e branca entrando em campo, sobretudo aquela que possui listras verticais. Pessoalmente, acho aquela camisa muito bonita."
Recentemente, depois da confirmação da classificação do Timbu para a Série A do Campeonato Brasileiro de 2012, Cristóvam mais uma vez mostrou para o Brasil sua alegria, na matéria "Pernambuco na Série A", do jornal Gazeta do Povo:
"O Natal e o ano-novo propiciam bons momentos para pensar no futuro, mas também para olhar o passado, lembrar as origens, quais lembranças nos formaram. Cada coisa do Recife toca fundo no coração, mesmo depois de várias décadas.
Este é o 42.º Natal que passo desde que saí do Recife, com os vínculos crescendo, ao invés de diminuir. Senti isso nas últimas semanas ao acompanhar os últimos jogos da Série B do Campeonato Brasileiro e torcer por Pernambuco, sobretudo pelo Náutico, mas também pelo Sport, que conseguiram se classificar para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2012.
Até hoje, quando vejo sua camisa listrada vermelho e branca, quando assisto a algum de seus jogos pela televisão, passa uma emoção que não sinto com qualquer outra equipe, salvo a Seleção Brasileira de Futebol. Já me surpreendi, no exterior, torcendo na tevê por um time que não conhecia, só por que a camisa era listrada em vermelho e branco.
Há muito a desejar, para nós pernambucanos em 2012, mas resumo tudo nas partidas de futebol: espero que no próximo ano a decisão do Campeonato Brasileiro seja entre Náutico e Sport, com os dois times na ponta da tabela. Esse jogo resumiria muitos dos sonhos que temos para Pernambuco, nossa afirmação."







